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A paz de ser quem se é

  • Foto do escritor: Psicóloga Jacqueline Ferreira
    Psicóloga Jacqueline Ferreira
  • 2 de jul. de 2025
  • 1 min de leitura

A gente passa boa parte da vida tentando caber. Nos grupos, nas relações, nas expectativas alheias. Se molda, se diminui, se adapta. Até que um dia, isso começa a sufocar. Chega o momento em que você se olha no espelho e não se reconhece mais. Percebe que perdeu pedaços pra agradar, pra manter gente por perto, pra ser aceita.

E aí nasce a vontade de se encontrar de novo. De saber quem você é, além das funções, das máscaras, dos papéis. De reencontrar sua essência, sua opinião, seu desejo. Porque chega uma hora em que fingir não sustenta mais.

Ser quem se é não significa perfeição. Significa aceitar suas contradições, suas mudanças de opinião, sua intensidade, sua vulnerabilidade. É admitir que às vezes erra, fala demais, sente medo, se cala quando devia se posicionar. E tudo bem.

Quando você começa a se permitir ser inteira, sem pedir permissão, descobre uma paz que não vem de fora. Uma tranquilidade de não precisar provar nada. De escolher onde quer estar, de sair quando não faz sentido, de respeitar seu tempo e seu desejo. É a paz de não caber onde não faz bem. De não insistir onde só existe desgaste. De se escolher mesmo quando ninguém entende.

Essa paz não é constante. Mas é verdadeira. E vale cada desconforto que aparece no caminho de se assumir de volta. Porque viver de acordo com quem se é, mesmo imperfeita, é o único jeito de viver de verdade. E quem aprende isso, não volta mais pra vida antiga.

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Jacqueline Ferreira | Psicóloga | CRP 09/4650

"Este site tem caráter informativo e não substitui atendimento presencial."

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